EX SOBRETUDO  

Sobretudo Confissões

ESCREVA


 
Ela me contou ontem que reatou com o namorado que parecia caso perdido e está super feliz. Fiz cara de feliz para ela também e conversamos um bocado tomando um café. Explico que fiz cara de feliz não por estar infeliz, nada disso, estou ótimo, mas por ver que a felicidade dela está ligada ao namorado, a outra pessoa. Tal como o personagem central de A CURA DE SCHOPENHAUER, vejo a felicidade exatamente no oposto, na solidão. Entendo melhor porque P. me indicou o livro: para que eu me identificasse com o personagem. Ela está calmo e tranqüilo, certo de ser feliz sozinho, lendo seus livros e ouvindo sua música.
Claro que não faltarão os detratores de primeira hora a dizer que isso é doença, uma neurose profunda, psicose talvez, que o homem precisa se relacionar, ter e dar afeto e toda essa coisa. Não discuto, talvez seja essa a verdade, mas não posso me abandonar. A análise e a medicação moderna já me deram o que tinham que dar e agora me resta enfrentar minha própria personalidade, meu gosto peculiar e estranho. Isso tem uma palavra característica que não me lembro agora (resultado colateral dos estabilizadores do humor... Excêntrico, lembrei! Ou demente, não importa que rótulos vão me dar por aí, importa que estou bem aqui, com meus livros, minha internet, meus pacotinhos de Miojo rs.
As pessoas que têm TOC passam a vida arrumando as coisas de um jeito simétrico e por í vai... fazer o quê?
Portanto é isso... não vou a reuniões de fim de tarde, não gosto de sair à noite....Melhor dizendo: não gosto de sair e está acabado. No mais, cuido da minha vida, cumpro meus compromissos, não prejudico ninguém a não ser os que não me compreendem (apesar de minhas claras explicações), não entendem porque estou ausente em momentos mais ou menos importantes, etc. E acho que não tenho que ficar postando coisas semelhantes à toda hora, não é?


  posted by sobretudo delona @ 10:51 AM


22.11.06  

 
Um dia luminoso e azul, sei que as pessoas estão passeando só pelo prazer de andarem à beira mar. Digo que vou, penso que vou, mas acabo me deitando e dormindo um sono estranho, meio acordado ouvindo a entrevista do Jorge Mautner e aí sofro por não ter mais comigo aqui o Câmara Cascudo que me dava tanto orgulho [e alento]. Olho pro Guimarães Rosa que está ali, vigilante e me toco que ainda tem alguém, que estou salvo da Divina Comédia, de James Joyce, aquela coisa e tal. Deve ser paranóia minha, ou melhor, é, mas não tenho mais nada a fazer, basta a história da enorme barata voando que falei e não era. Mas quem disse que a gente tem que sair andando rua afora feito um doido só porque está sol? Quem? Tem essa ditadura do politicamente saudável que sai e vibra com o sol e essa coisa toda. Não tem que ser assim. Porque acabo fazendo mais as coisas pelo que dizem do que pela minha vontade de verdade. Qual é?



  posted by sobretudo delona @ 11:48 AM


20.11.06  

 
Começando novo...

  posted by sobretudo delona @ 11:45 AM


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